terça-feira, 7 de abril de 2009

o rock é inovaçao

O Rock como Forma de Arte

Um dos rótulos que surgiu ainda antes da virada da década de 70 foi o rock progressivo, fortemente influenciado pela música clássica e pelas inovações tecnológicas. O grupo de maior destaque nesta categoria é o inglês Pink Floyd, mas antes deles, o Alan Parsons Project apresentava uma nova proposta de rock, em que veiculavam pelo rádio os Contos de Mistério e Imaginação, de Edgar Allan Poe. O King Crimson também inovou neste sentido, ao lançar álbuns conceituais como In the Court of King Crimson e In the Wake of Poseidon.
Outro grupo que também contribuiu para o desenvolvimento do progressivo e deu o primeiro passo para a mistura entre o rock e a música erudita foi o Moody Blues. Em 1968, esta banda gravou com a Orquestra Sinfônica de Londres, inaugurando a composição de “poemas orquestrais”, em que se destacava o “forte clima descritivo das canções”.
A música erudita, nesta época, teve importância fundamental para as composições de rock. Muitos músicos se utilizavam da influência de compositores como Bach ou Mozart para a elaboração de canções, expandindo as fronteiras musicais. Rick Wakeman, do Yes, possuía formação em música clássica e a utilizou nas suas canções de rock.
Da junção do nome de dois bluesmen americanos, Pink Anderson e Floyd Council, surgiu na Inglaterra o grupo que se transformou em um ícone para o rock como forma de arte; o Pink Floyd se caracterizava pela preocupação com os efeitos especiais das apresentações ao vivo como complementação para sua música. Vários clássicos foram lançados pela banda, como The Dark Side of the Moon (1973) e The Wall (1979); este último rendeu também um filme homônimo, de 1984.
Uma das contribuições do progressivo foi a composição de “poemas tonais” para o rock, em climas sombrios, de pesadelo. Essa caracterização mais intimista para as canções contrastava com o clima de celebração do rock dos anos 60 (psicodelia). Outras bandas, como Genesis e Jethro Tull surgiram nesta época, inserindo-se no contexto das experimentações sonoras.


o termo “heavy metal” surgiu quando uma grande fábrica explodiu no mesmo dia de uma apresentação do Led Zeppelin.
Bandas inglesas como Black Sabbath e Deep Purple se firmaram como importantes representantes do heavy metal no início dos anos setenta. A primeira recebeu esta denominação derivada da influência “satanista” para os nomes das bandas de heavy metal. Outras que despontariam anos depois também se incluiriam nesta vertente, em que composições e visual sombrios são comuns.
A influência do Black Sabbath e do Deep Purple foi marcante para as décadas posteriores; muitas compilações e tributos às duas bandas foram lançados, mas o Purple continua em atividade, mesmo depois de muitas mudanças em sua formação original. O guitarrista Richie Blackmore, um dos fundadores do Deep Purple, (e atualmente em carreira-solo) foi um dos pioneiros na influência da música erudita nas canções de rock pesado - tradição que ser firmaria anos depois com grupos de heavy metal dos anos oitenta e noventa.

O Rock de “Plumas e Paetês”

Em meados de 1970, o heavy metal continuou a se expandir, inaugurando os anos 80 com uma profusão de bandas importantes para este sub-gênero do rock. Mas antes de se apresentar o cenário metal dos anos oitenta, é preciso destacar outras vertentes do rock que se desenvolveram ainda na década de 70.
Um movimento paralelo ao metal, muitas vezes mesclando-se a ele, e que marcou o início desta década foi o glitter rock, também conhecido como glam rock. Som pesado, muito brilho nas roupas e visual andrógino eram as características principais de grupos como T-Rex, Kiss e artistas como David Bowie e Alice Cooper. Este último, comumente chamado de “tia Alice”, foi o desencadeador da androginia no rock, antes esboçada por Mick Jagger e também seguida por Marc Bolan, do T-Rex.

Apesar de não se encaixarem especificamente neste gênero, os grupos ingleses Queen e Judas Priest, formados em 1970, eram adeptos do visual extravagante, aliando-o a uma pesada sonoridade.
Liderado por Fred Mercury, o Queen utilizava experimentações vocais e instrumentais em suas composições. A clássica Bohemian Raphsody é mais um exemplo da influência da música erudita no heavy metal, verificado na introdução e nas vocalizações desta música.

Rock em Três Minutos


Em 1976, com o baterista Tommy Ramone já incluído na banda, os Ramones ocupavam lugar de destaque no cenário musical, com canções como Beat on the Brat, Blitzkrieg Bop e Now I Wanna Sniff Some Glue. Assim, neste mesmo ano o grupo viajou à Inglaterra, injetando ao nascente movimento punk deste país o mesmo estímulo do cenário norte-americano. Ainda em 1976, Ramones Leave Home, o segundo álbum da banda, foi lançado.A partir desta época, a banda fazia turnês incessantemente. Para os próximos lançamentos, o Ramones “suavizou” sua sonoridade. Músicas como Sheena is a Punk Rocker e Rockaway Beach foram incluídas em Rocket to Rússia, o terceiro álbum, de 1977 – em que também está presente a balada Here Today, Gone Tomorrow. Nesta época, Tommy deixou o grupo, preferindo a atividade de produtor dos Ramones.

Tommy foi substituído por Marc Ramone; seu primeiro disco com a banda, Road to Ruin, foi o primeiro a conter somente doze canções e durar mais de uma hora e meia. Este álbum não teve muita aceitação por parte do público, apesar dos esforços de divulgação – nem mesmo o lançamento simultâneo do filme Rock’n’Roll High School trouxe prestígio a esse disco.
Nos anos 80, os Ramones tentaram maior apelo comercial com o lançamento de End of the Century e Pleasant Dreams, mas essa tentativa mostrou-se ilusória. A energia dos anos 70 voltou no disco lançado em 1984, Too Tough to Die, O baterista Marky Ramone havia deixado o grupo nesta época, sendo substituído por Richie Ramone, mas em 1987, Marky retornou ao grupo.
Em 1989, os Ramones ganham grande exposição com a música Pet Sematary, trilha sonora de um filme de Stephen King. No entanto, essa mesma época marca uma das substituições mais significativas da banda: Dee Dee Ramone, o “punk mais verdadeiro” do grupo, sai para tocar com o Chinese Dragons. Em seu lugar, entrou C.J. Ramone; essa substituição trouxe uma “energia juvenil” ao som da banda, mas a saída de Dee Dee foi muito sentida pelos fãs e pelos próprios integrantes do Ramones.

Nos anos 90, a presença do Ramones no cenário do rock, assim como do punk rock em geral, foi sendo subjugada pela exposição de grupos representante de outros estilos. O derradeiro álbum, Adios Amigos, é de 1995.
O Ramones foi fundamental para definir os contornos do punk rock e seus descendentes, constituindo referência para vários grupos que despontaram no cenário do rock nas últimas décadas. Em 15 de abril de 2001, Joey Ramone morre em um quarto de hospital, depois de seis anos com um câncer linfático. Sua morte representou uma perda irreparável para o rock em geral.

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